A nossa relatividade (ep. VII)
“Há em mim uma vontade crescente de morrer” confidenciou-me um dia, vindo de um qualquer até poderia assumir aquilo como uma brincadeira, mas tendo sido ele dificilmente seria uma afirmação para tomar de ânimo leve. Vários pensamentos me percorreram desde então, a sua crença inabalável que não passaria dos quarenta anos, o facto de o ter tentado duas vezes antes, algo que por si só reforçou a crença dos quarenta anos, e o facto de o saber sem nenhum medo de morrer, corroboram a minha duvida de que exista alguém que seja tão despojado de vida como ele e temo que em breve poderão descobrir algures, escrito por um outro o ultimo episódio da relatividade destas coisas.
Não sei que lições poderão tirar desta série de textos, nem se devem tirar alguma, e muito menos que eles, os textos, mereçam análises tão profundas, mas foi um pequeno relato de coisas grandes que me fazem.
Uma nota final já que será esta a ultima vez que em principio me dirijo a vocês para dele falar, nem toda a gente nasceu para viver e essa, no fundo, constitui a relatividade da vida.
O Cabelo tapa um dos olhos como que escondendo o brilho que surge quando da sua morte fala, “Queria morrer lentamente, para saborear cada segundo da despedida de algo que nunca quis.”
Não sei que lições poderão tirar desta série de textos, nem se devem tirar alguma, e muito menos que eles, os textos, mereçam análises tão profundas, mas foi um pequeno relato de coisas grandes que me fazem.
Uma nota final já que será esta a ultima vez que em principio me dirijo a vocês para dele falar, nem toda a gente nasceu para viver e essa, no fundo, constitui a relatividade da vida.
O Cabelo tapa um dos olhos como que escondendo o brilho que surge quando da sua morte fala, “Queria morrer lentamente, para saborear cada segundo da despedida de algo que nunca quis.”



0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home